Aqui, sozinha, já posso compreender
Que indivíduos, na verdade,
Todos sempre vamos ser
Nascemos sós,
Morreremos, igualmente nossos avós!
Fato, não adianta mascarar,
O tempo está seco e a duvida está no ar...
Sem amigos, sem dinheiro,
A Quarta-feira é de cinzas, e eu vejo um nevoeiro
Nenhuma alma penada, a praia vazia é irada
Mas vou contestar,
Onde é que foi parar?
Vejo tudo deserto, que teto!
O dia raiou e não há ninguém no mar...
A noite foi da lua,
E foi aquela festa da rua
Muita farra e muita bera, fudeu tudo, aí, já era!
Acabou com a galera...
Estão todos na ressaca, e que magra,
É uma pena que gente boa
Ande assim, tão à toa,
Optando pela escuridão
Gastando energia em vão,
Fechando os olhos pra não ver
O que o óbvio insiste em provar,
Repetir velhos hábitos sem questionar
Quando vai acabar?
Carnaval chegou ao fim
Até que enfim,
Não adianta, é mais ou menos assim:
Tanta gente sem pensar na vida
De fantasia, rindo e cantando, ainda
Alcoolizado, vestido de mulher
Tudo trocado, o samba agitado e, só os Mané!
Isso me assusta, melhor meter o pé...
O que me intriga é que a maioria
Na hora do voto, não sabe o que é:
Um nulo, um branco e um plebiscito
Vende sua alma e acha que faz bonito!
Hilário, conto do corrompidos,
Valores invertidos, e vários excluídos...
E agora?
O cara torce, vibra, beija e chora
Age sem pesar, e isso só piora!
A maioria acha que é livre...
Até pagam de esperto,
Na real, irmandade, tenta ver o certo:
Não confunda sua tara com a minha bunda!
Carnaval acabou, e a rima agora bem mais é profunda,
Me diz aí, quanto vale a tua carne?
Tuas lutas, tuas jornadas, dias longos, insanas noitadas?
Noite mal dormida, vida agitada...que roubada!
Chega na humildade e deixa ser ,
O que acontecer, será pra fazer ver
Que ta todo mundo louco,
Vivendo muito do pouco...Das belezas desse mundo
Sem parar um segundo,
Correndo atrás de troco,
Escravos do dinheiro, trabalham em janeiro pra juntar a micharia...
E no final do dia, gasta tudo em porcaria!!!
Dinheiro: Poucos tem demais.
Dinheiro que compra,
Dinheiro que vende,
Que rende mais e mais mortais...
Os governantes alienam milhões
E ainda fazem jornais, pra divulgar mais
Do próprio veneno...
Render uns zeros a mais
Em suas contas bancárias
Lucrar com a farsa, que foi toda criada!
Sujo dinheiro, papel sem valor
Sistema banqueiro, só de devedor...
Me irrita!
Essa porcaria engana os parceiros
Corrompe os justos e, mata até trambiqueiro...
É punk!
O que realmente tem valor,
Dinheiro não pode comprar!
A paz interior, isso tu nunca vai pagar...
ACORDE!
Ou então esquece, passa um cheque, e, ignore essa prece,
O material padece...
DESPERTE!
A voz clama, apenas, pela evolução da espécie!
(Rio Tavares, 22/02/2012, quarta-feira pós carnaval, Florianópolis. Cinthia Vaz.)

Nenhum comentário:
Postar um comentário